Devoção Mariana: Membros da Legião de Maria celebram aniversário de cinco anos do movimento na Paróquia Santa Teresinha, em Massaranduba

Celebração eucarística, terço em família e encontros marcaram o aniversário da fundação da Legião de Maria na paróquia.

Celebrando os cinco anos da fundação da Legião de Maria na Paróquia Santa Teresinha, localizada no município de Massaranduba/PB, um conjunto de ações foram promovidas por integrantes do movimento e pela comunidade eclesial, entre os dias 9 e 23 de agosto.

Em comunhão com a Semana Nacional da Família 2020, os legionários locais, em sua grande maioria mulheres, rezaram o Terço da Sagrada Família em seus respectivos lares. Levando a luz da Palavra aos parentes, este grupo de fiéis objetivou cumprir a missão de “ser no mundo esperança e caridade”, conforme mencionou São João Paulo II, a começar pela Igreja Doméstica.

Na noite do dia 19 (quarta-feira), o Padre José Alexandre Moreira, Pároco de Massaranduba, presidiu a Celebração Eucarística em ação de graças pelo aniversário do grupo paroquial da Legião de Maria. Em espírito de comunhão e fraternidade, também respeitando as normas de distanciamento de 1,5 m, os legionários se confraternizaram com momentos de oração e um simbólico lanche na tarde do último domingo (23).

“Que neste mundo tão secularizado, marcado pelas descrenças, que o amor de Maria seja mais espalhado! Que o cheiro de Maria esteja presente no coração das pessoas por meio do nosso testemunho!”, frisou o Padre José Alexandre minutos antes do partir do bolo na comemoração.

Em seu primeiro domingo de atuação na Paróquia Santa Teresinha, o neo-diácono Gleydson Lopes partilhou, na ocasião, algumas palavras aos que se faziam presentes: “Maria se entregou aos planos de Deus. Então que cada um de vocês propague esta verdade, esta mulher que é humana, mas que também é divina!”.

O primeiro grupo da Legião de Maria surgiu no ano de 1921, em Dublin, capital da Irlanda, e, desde então, o movimento tem se difundido por todo o mundo.

 

Legião de Maria: fazer de si um cântico de glória a Deus

Sábado. 22 de agosto de 2020. 18 horas. Uma a uma vai chegando à reunião da Legião de Maria no salão da Paróquia Santa Teresinha, a segunda desde que Dom Dulcênio Fontes de Matos, bispo da Diocese de Campina Grande, decretou, no corrente mês, o retorno de encontros como o que reúne os legionários para mais uma noite de veneração à Mãe de Deus, obedecendo aos critérios estabelecidos para os tempos de pandemia.

Tendo como um mesmo fim “a glória de Deus, por meio da santificação dos membros”, onze mulheres, de um total de vinte e oito membros, fazem o Pelo Sinal, rogam a presença do Espírito Santo e conduzem os seus dedos por entre contas do Pai Nosso e da Ave Maria na contemplação dos mistérios gozosos do terço.

Há exatos cinco anos este é o caminho espiritual pelo qual seguem os legionários de Massaranduba, assíduos no chamado de fazer da vida um pleno cântico, a exemplo da Virgem Maria, e de lapidar-se no espírito e na solicitude daquela “que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha” (Ct 6, 9). “A Legião de Maria apresenta a verdadeira face da Igreja Católica”, sublinhara o Papa João XXIII.

Enquanto em todo o mundo a Igreja Católica celebra a Festa de Nossa Senhora Rainha, vozes femininas coroam, em um 22 de agosto, a Virgem das Graças através de uma oração entoada com inabalável fé e com as obras realizadas ao longo da semana. De forma unânime, elas confiam na mediação de Maria e de que esta é o meio mais eficiente para aportarem no Sagrado Coração de seu filho Jesus Cristo.

Em 2017, na ocasião do 300º aniversário da coroação de Nossa Senhora de Częstochowa, na Polônia, o Papa Francisco afirmou que “Maria não é uma Rainha distante, sentada num trono, mas a Mãe que abraça o Filho e com Ele todos nós, seus filhos. É uma Mãe verdadeira, com o rosto marcado, uma Mãe que sofre porque se preocupa pelos problemas da nossa vida”. Partindo de tais palavras, os membros da Legião de Maria contemplar os inúmeros feitos da Cheia de Graça em suas vidas.

O sentimento de gratidão jorra do coração de Socorro Brito, 58. Ela que, no início da caminhada na Legião de Maria, clamou insistentemente à Rainha dos Céus por um auxílio espiritual para levar adiante a identidade de legionária. Hoje, enquanto coordenadora do movimento na paróquia, ela externa: “A Legião de Maria não é só você tá aqui. É você sair. É você dar o testemunho de Maria”.

As ondas turvas e atribuladas do mar da vida, em decorrência de uma separação conjugal, conduziram Ana Lúcia Caetano, 50, à reunião que se tornou frequente em seus sábados. Ela reitera o quanto Nossa Senhora das Graças a ensinou a ser perseverante, a ter forças para enfrentar os perigos e dificuldades e a ter motivos para ser feliz.

“Só de a gente fazer cinco anos já é uma bênção, porque quantas tribulações a gente não passou para chegar aqui!? Para mim, depois da missa, é a Legião de Maria, porque eu só falto uma noite de sábado se eu tiver doente, sem poder. Nossa Senhora das Graças é tudo na minha vida. Primeiramente Deus e segundo ela”, enfatiza Ana.

Quando a paraibana Maria Selma Souza, 67, tornou-se viúva, percebeu muitos acréscimos aos desafios de manter o sustento do lar e de zelar pela educação do filho adolescente e deficiente auditivo. A vida a chamava a remar sozinha o seu barco no frenesi do Rio de Janeiro, onde vivera por longas décadas, mas através da Legião de Maria ela conheceu mais intimamente a companhia daquela que a ajudaria a conduzir-se pelos caminhos do amor e da fé. Na Paróquia Santa Teresinha, localizada na segunda maior cidade do Brasil, ela foi agraciada com o grande milagre do avivamento, como ela mesmo menciona, e anos depois as veredas de Deus a fariam regressar à sua terra natal e ao seio da paróquia que, da mesma forma, dispunha de Santa Teresinha como padroeira.

“Lá no Rio, eu trabalhava das 8h da manhã às 5h da tarde, e a reunião da Legião começava às 5h. Eu fui na paróquia buscar a Novena de Santa Teresinha. A menina disse: ‘Pode entrar! É ali’. Quando eu abri a porta, eu tive um choque: um salão cheio de pessoas, que nem aqui. Tinha uma senhora muito simpática. Ela olhou para mim e disse: ‘Pode entrar, irmãzinha! Seja bem vinda!’. Aí eu disse, meio sem graça: ‘Obrigado! É porque eu vim atrás da Novena de Santa Teresinha’. Ela olhou para mim e disse: ‘Nossa Senhora chamou você pra Legião’. Selma seguiu adiante, aceitando o chamado que ouvia e que o coração atendia.

Perseverando por amor, alcançou muitas graças, dentre as quais a oportunidade de aprender a ler e a escrever, motivada pela ânsia de evangelizar. “Hoje eu não tenho vergonha de falar da Palavra de Deus em lugar nenhum, e eu agradeço a Deus por rezar o terço e meditar com a Bíblia todas as noites”, acrescenta Selma.

Um gesto concreto em particular ainda ecoa entre as memórias de Elivânia Pereira, 41. Era outubro de 2019, mês das missões. Ela e a sua colega Socorro escolheram uma comunidade rural para semear o amor de Deus. “A gente rezou no Santíssimo, pediu que o Espírito Santo conduzisse. E ele conduziu de uma tal forma que a gente ficou surpresa. A gente não esperava. E foi naquele dia que a gente viu a graça de Deus, a graça de servir à Maria”, menciona Elivânia.

Obedecendo aos desígnios do Espírito Santo, ao longo de percurso as legionárias sentiram-se tocadas a bater à porta de uma casa antes da comunidade à qual estavam programadas a ir. A senhora que as acolheu, seguidora de uma denominação evangélica, demonstrou uma imensa gratidão pelas palavras que ouvira e não tardou em recomendá-las outras casas, nas quais se acolheu a Palavra de Deus com atenção.

“É muito importante a Legião de Maria. Com ela eu aprendi a ser mais paciente, a ter um olhar mais misericordioso, a pensar mais antes de fazer algo. A Legião de Maria me aproximou mais da Igreja também”, aponta Fernanda Pereira, 23. “Maria só fez coisa boa na minha vida. Já pensei muitas vezes em desistir de vir pra Legião, mas Nossa Senhora: ‘Não, você não vai desistir! Você é importante! ’”, regozija-se Maria José Soares, 63.

Os olhos das legionárias fitam os da forma Dei, a fôrma de Deus, encontrando neles um refúgio individual e seguro para as suas vidas. As velas do oratório e as luzes do salão se apagam. Cada uma das mulheres dispersa-se por entre diferentes vielas no retorno às casas, carregando em si uma chama acesa, o ardor de uma Legião que incendeia os lares, as comunidades e os corações humanos com o amor da Mulher venerada do Gênesis ao Apocalipse.

Por:  Luiz Felipe Bolis / Pascom Paróquia Santa Teresinha
Fotos: Luiz Felipe e Victória Freitas / Pascom Paróquia Santa Teresinha

 

 

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