Cheguei, Campina Grande!

Queridos amigos,

Desde quando fui nomeado para esta Sé Diocesana de Campina Grande, tenho escutado uma bendição a Deus arraigada na Sagrada Escritura e que, propriamente nestes dias, tem sido em relação à chegada de um ministro de Deus, o novo Bispo desta Igreja Diocesana: “Bendito o que vem nome do Senhor”.

Agradeço profundamente o carinho do acolhimento a mim dirigido, de maneira mais próxima, nesta presente ocasião em que assumo o encargo de oitavo Bispo Diocesano de Campina Grande.

Dispôs a Divina Providência que um sergipano de Lagarto, após ter passado um largo período no agreste e no sertão das ‘Alagoas dos Marechais’ fosse, hoje, conduzido ao Sólio Campinense, para substituir grandes pastores, como, por exemplo, Dom Anselmo Pietrulla, vosso primeiro Bispo, Dom Otávio Barbosa Aguiar, a quem tive grata satisfação em estar na sua linha sucessória também em Palmeira dos Índios, Dom Matias Patrício de Macedo, Dom Jaime Vieira Rocha e o nosso Metropolita, Dom Manuel Delson Pedreira da Cruz. Eis que, de antemão, já sinto repousar em meus ombros a gigante responsabilidade que terei nesta nova jornada.

Sim, a responsabilidade a mim confiada pelo Divino Pastor da Santa Igreja é grandiosa. Neste momento em que, pela primeira vez, dirijo-me ao meu novo rebanho, desejo firmar convosco uma parceria: a de mútua ajuda entre Bispo e os seus diocesanos, a começar pelas orações. No entardecer deste dia, quando o sol está a rumar para o seu poente, faço memória da eleição do Santo Padre Francisco, que, dirigindo-se ao povo de Roma e do mundo, em suas primeiras palavras e gestos, frisou: “E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… […] peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo” (Primeira saudação do Papa Francisco, 13 de março de 2013).

Sou grato a presença de todos: dos bispos presentes, e, na pessoa do Metropolita da Paraíba, Dom Manuel Delson, saúdo-vos; no Padre Aparecido Francisco Camargo, agradeço ao Clero Diocesano e demais sacerdotes. Grato pela presença das autoridades que representam, em acolhimento, todo o Estado da Paraíba, na pessoa do Governador, o Excelentíssimo senhor Ricardo Vieira Coutinho e do que representa particularmente a cidade de Campina Grande, na pessoa do Prefeito, o Excelentíssimo senhor Romero Rodrigues Veiga  saúdo todos vós, autoridades civis e militares; e daquelas que, representando os alagoanos, capitaneadas pelo Excelentíssimo senhor José Renan Vasconcelos Calheiros Filho, Governador de Alagoas e particularmente da cidade de Palmeiras dos Índios na pessoa do Excelentíssimo senhor Júlio César da Silva, Prefeito de Palmeiras dos Índios, vieram para se despedir deste pobre homem que vos fala, e que se tornou um alagoano e palmeirense de coração, que fique claro, refiro-me da cidade, em se tratando de time, gosto do Flamengo.

Aos que vieram de longe ou de perto, e que, de certa maneira acompanharam a minha trajetória ao longo de toda a minha vida: aos meus patrícios de Sergipe del Rey, mais estreitamente da minha diocese natal, Estância, e da Arquidiocese de Aracaju, onde passei os meus primeiros cinco anos de episcopado. Ao povo de Alagoas, que, neste exato momento, são tradução dos meus mais nobres sentimentos por aquele recanto querido; como cantara o pernambucano Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e aqui o parafraseio: “Alagoas tem joias tão caras que meus olhos não cansaram de olhar”. Igualmente saúdo os que vieram de outros estados da federação brasileira para prestigiar este momento tão caro.

E o que dizer aos paraibanos? Ao povo que, em festa, me recebe como mais novo integrante destas paragens? Palavras são insuficientes para traduzir os meus sentimentos, já tão especiais, por esta terra e esta gente. Oxalá pudesse traduzir e corresponder, à altura que mereceis, a calidez do vosso acolhimento! Sabei, Campina Grande, a Paraíba, não recebe apenas um novo Bispo. Desejo que recebais um amigo, um irmão, um pai. Saudando-vos, desejo entrar no lar de cada paraibano e tornar-me íntimo deste povo já muito querido por mim. Sei que estou muito aquém da importância do grande São João XXIII. Mas, até mesmo por ser seu devoto admirador, desejo tomar as suas doces palavras para serem também minhas. E também em paráfrase ao ‘Papa Bom’, ouso dizer: Caros filhinhos, ouço as vossas vozes. A minha é apenas mais uma […] Voltando para casa encontrarão as crianças. Deem a elas um carinho e digam: “Este é o carinho do vosso Bispo”. Talvez as encontrareis com alguma lágrima por enxugar. Tende uma palavra de consolo para aqueles que sofrem. Saibam os aflitos que Dom Dulcênio está com os seus filhos, sobretudo nas horas de tristeza e de amargura. E depois, todos juntos vamos nos animar uns aos outros, cantando, suspirando, chorando, mas sempre cheios de confiança em Cristo que nos ajuda e nos escuta, continuemos a retomar o nosso caminho.

Agora, empreenderemos a procissão para a nossa Catedral. Esta marcha seja representação de nossa caminhada conjunta pelas sendas desta Igreja Diocesana. Pastor e povo… Que assim, igualmente, trilhemos para o céu!

Abençoo-vos!

 

Dom Dulcênio Fontes de Matos,
Bispo de Campina Grande

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