Bispo: Dom Dulcênio celebra Missa em preparação à Festa de São Francisco de Assis, no Convento do bairro da Conceição

Desde o dia 20 de setembro a Paróquia de São Francisco de Assis, no bairro da Conceição, tem se preparado com as festividades alusivas ao Santo Padroeiro, Francisco de Assis. Neste domingo (27), na sétima noite da festa, a Comunidade paroquial acolheu o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que participou da programação rezando a Santa Missa.

A Missa foi campal, sendo realizada em frente ao convento e seguindo os protocolos de segurança sanitária exigidos para este período de pandemia. Concelebraram, o Frei Pedro, Pároco de São Francisco e o Vigário paroquial, Frei Juscelino, além do apoio no serviço litúrgico, dos Seminaristas.

A liturgia utilizada foi a do 26° Domingo do Tempo Comum que apresentou um sinal da misericórdia divina, no Evangelho, quando o Senhor conta a parábola dos dois filhos: o primeiro que recusou o pedido do pai, porém, muda de opinião e vai trabalhar na vinha; o segundo faz o contrário, diz que vai, entretanto, seu dizer não é coerente com a atitude de não ir. O evangelista Mateus utiliza-se dessa cena, para explicar a postura negativa dos grupos religiosos daquela época – que ainda podem ser vistos nos dias atuais – que se achavam mais justos e mais religiosos que todos, porém a conduta era incoerente.

Em sua homilia, o Bispo de Campina Grande lançou as chaves explicativas desta parábola, ensinando ao povo que São Francisco de Assis, foi um exemplo de servidor, aquele que alinhou sua palavra à sua atitude.

“O filho mais velho, que diz “não” e faz “sim”, representa os cobradores de impostos e as prostitutas, detestados pela elite religiosa e política. O pai da parábola representa Deus. O filho desobediente, ou seja, aquele que não cumpriu com a sua palavra, representa os judeus, mas especificamente os fariseus, os príncipes dos sacerdotes”, explicou.

De acordo com Dom Dulcênio, na pedagogia da misericórdia, descrita no evangelho proclamado, a crítica que Jesus faz, diz respeito à falta de autenticidade nas palavras que não corroboram com as atitudes:

“Uma das aplicações que podemos fazer dessa parábola para nossa vida é que Jesus condena, com veemência, uma religião apenas de palavras, fórmulas, declarações solenes, profissões de fé, celebrações bonitas, atos de piedade, mas vazia de fatos concretos, descomprometida com o testemunho da caridade, distante dos pobres e pecadores, alheia à prática da justiça”, disse.

Nessa perspectiva, o Pastor Diocesano refletiu sobre as respostas e nossa conduta perante o Senhor: “Qual tem sido a minha resposta, a sua resposta, a nossa resposta? Este Evangelho, ensina que as palavras devem seguir as atitudes, aos princípios, à conduta coerente, aos ensinamentos, ao exemplo pessoal, ao Credo recitado, à fé encarnada”.

Por fim, Dom Dulcênio orientou sobre importância de uma verdadeira e urgente conversão: “Jesus repreende os “bons” porque eles não se convertiam, não admitiam ser pecadores, e julgavam-se superiores aos demais. A conversão dos bons parece ser mais difícil. No entanto, é necessário e urgente. Se não nos convertermos, ou se acharmos que já estamos “prontos”, então… estaremos perdidos. Que Deus nos dê a consciência de nossas limitações humanas, para correspondermos com o sim verdadeiro”.

Ao final da celebração, o Frei Pedro Júnior agradeceu ao Bispo pela presença, e desejou muita luz para conduzir o rebanho. Por sua vez, Dom Dulcênio agradeceu pela acolhida recebida, e sublinhou o empenho da comunidade por fazerem a festa do seu padroeiro.

por: Ascom
Fotos: Pascom de São Francisco de Assis

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