A Missa de Páscoa e a Benção Apostólica na Catedral de Campina Grande

Neste domingo (12), a Igreja celebrou a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na Diocese de Campina Grande as paróquias realizaram suas celebrações e na catedral de Campina Grande, as atenções se deram para a Benção Apostólica com o Santíssimo Sacramento ministrada pelo Bispo Diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos.

Antes da benção aconteceu a Santa Missa, com a presidência do Bispo e concelebração do Vigário Geral e Pároco da Catedral, o Padre Luciano Guedes, que foi incumbido de realizar a homilia de Páscoa. Ajudaram na celebração, o Diácono Ricardo Soares com o serviço litúrgico e os seminaristas que prestaram auxílio.

Coube ao Vigário Geral trazer a mensagem da páscoa, e assim o fez a partir de sua reflexão pautada na vitória de Cristo sobre a morte, como bem destacou no discorrer de sua homilia; que começou com a citação de Santo Agostinho:

“Ressuscitará esta carne, a mesma que é sepultada, a mesma que morre, a mesma que vemos, que apalpamos, que tem necessidade de comer e de beber para conservar a vida; esta carne que sofre enfermidades e dores, esta mesma tem que ressuscitar!”. Disse o Vigário Geral citando Agostinho.

E foi partindo dessa certeza da ressurreição de Nosso Senhor que o Padre Luciano explicou que em meio às crises, aos contextos, o de pandemia, por exemplo, que a igreja brada: “Ele ressuscitou verdadeiramente! Ele vive para sempre!”.

Explicando a liturgia da palavra, o Vigário convidou todos a terem as mesmas esperanças de Pedro que entrou na casa de Cornélio para anunciar a ressurreição; do Apóstolo Paulo, que marcado pela novidade do ressurgimento de Cristo se tonou uma nova criatura; convidou para sermos como Madalena, Pedro e João que abriram os olhos quando viram o sepulcro vazio.

E atualizando o grande marco histórico da ressurreição de Jesus, Padre Luciano assim ensinou: “A nossa fé na ressurreição de Cristo não se apoia em evidências científicas ou técnicas, mas sim na história de um grande amor, do amor de Deus revelado aos seres humanos, do amor capaz de interpretar nos sinais da ausência física, a força redentora, a presença de Deus que reinicia e que renova todas as coisas criadas!” Disse o Pároco da Catedral.

Falou da luz que o Cristo traz com a sua eternidade, lembrou das escuridões que a humanidade ultrapassa, e assim motivou: “Quando a incapacidade de amar escurecer o nosso coração ferido, iluminemo-nos de Cristo Jesus!”.

Falou ainda do grande sinal do triunfo da vida sobre a morte: A pedra retirada. E assim disse: “Saibamos irmãos e irmãs, retirar tantas pedras que matam a vida e a dignidade dos nossos semelhantes!”.

E por fim terminou sua homilia desejando uma feliz páscoa e encorajando a todos à caridade: “Que saibamos também nós, vermos e servirmos ao Cristo de Deus: particularmente nos pobres, nos doentes, nos infelizes e indefesos do nosso tempo para com Ele ressuscitar, para com Ele entrar na feliz eternidade de Deus!”. Concluiu.

A Páscoa na Igreja marca a chegada de um novo tempo litúrgico que será vivenciado por 50 dias, até o pentecostes.

Fotos: Joaquim Urtiga e Rafael Augusto

A Benção Apostólica

Após a Santa Missa, o Bispo Diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos se dirigiu à sacada da Catedral para abençoar com o Santíssimo Sacramento toda a Diocese de Campina Grande.

Posicionando-se na Janela central, o Bispo transmitiu sua mensagem de páscoa e assim disse: “dirijo-me a vós, como um sinal de esperança, para dizer-vos: o Senhor é vivo! A morte não pôde conter o Senhor da Vida.”.

A sua alocução foi uma mensagem cheia de fé, paz e esperança: “E, nestes dias de insegurança e de sofrimento causados pela presente pandemia, a fé faz-se mais que necessária, sendo o principal elemento vital para a humanidade. Não uma fé qualquer, mas aquela verdadeira, prenhe de vida plena, porque é a única deixada por Aquele que não nos abandona, que sofreu, morreu e ressuscitou para dar-nos vida nova, a vida da graça, graça que se difunde nos mais diversos aspectos do nosso bom viver, ainda que com as suas desventuras e dificuldades cotidianas.”

Preocupado com o atual cenário pandêmico o bispo disse: “Há vida, meu irmão e minha irmã adoentado! O Senhor veio para dar-nos vida plenamente. De acordo com a Sua sapientíssima vontade, a vida não te será negada. Aproveita para estar, confiante, no Calvário com Jesus, na convicção de que, diante mão, com Ele, já venceste”.

Lembrou dos profissionais da saúde, daqueles também que buscam manter a ordem e a limpeza na sociedade, citou os empobrecidos, os desempregados,  também rezou pelas autoridades a fim de que sejam superadas as divisões políticas, estendeu sua solidariedade as famílias que perderam seus entes devido o coronavírus e, por fim, pediu a todos que rezassem.

“Que esta bênção traga-vos saúde para o corpo e alma, afaste de vós os perigos, os medos e toda e qualquer insídia do inimigo de Deus, Satanás. Que o castigo, pela humanidade merecido, seja-nos transformado em bênção, porque provém da misericórdia do Senhor, que muito nos ama. Que esta bênção promova conversões sinceras ao Coração aberto do Senhor Ressuscitado,  nosso Cordeiro Pascal”. Concluiu e em seguida abençoou a todos com o Santíssimo Sacramento.

Leia a alocução na íntegra clicando aqui.

Por: Ascom
Fotos: Joaquim Urtiga e Rafael Augusto

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