Segundo dia do Retiro do Clero

Nesta terça-feira (09), o Bispo Dom Dulcênio juntamente com os padres e diáconos que formam o Clero da Diocese de Campina Grande, continuaram as reflexões espirituais do Retiro no Convento Santo Antônio, em Ipuarana, Lagoa Seca-PB.

Guiados por Dom Mariano, Bispo da Diocese de Mossoró, iniciaram o dia às 7h, rezando as orações próprias da Igreja e da vida diária dos clérigos, a Liturgia das Horas; momento que aconteceu na Capela de Santo Antônio.

Em seguida, após o café da manhã, o Clero permaneceu em um silêncio orante para ouvir o pregador que iniciou demonstrando que deve-se ter muito apreço pela Bíblia, não somente como objeto de estudos e preparação das homilias, mas senti-la como se fosse uma carta da pessoa mais querida e quando se tem profunda ansiedade para ler. “O padre precisa ter um contato maior com a Palavra de Deus e fazer dela parte integrante da sua vida”, disse Dom Mariano.

Falou ainda sobre “a escolha, o chamado e o envio” que Deus fez aos doze e que continua fazendo com os que ele quer para a missão apostólica. “Ele não escolhe pelos méritos ou defeitos de cada um, mas simplesmente por vontade dele”, falou o pregador. Por isso, temos entre os seus discípulos e apóstolos os que brigam pelos lugares de honra, os que o traíram, os que o abandonaram.

Para o pregador, mais que “eficiência pastoral”, faz-se necessário à vida do presbítero uma “identidade com Jesus”. É fundamental ficar com ele, senão as diferenças e contrastes entre os discípulos serão maiores por falta de união com ele. “Se somos tão cheios de contrastes, talvez seja porque não estamos tão unidos a Jesus”, insistiu Dom Mariano.

À tarde o Clero de Campina Grande rezou a Liturgia das Horas por volta das 14h30 e, em seguida, escutou mais uma valiosa pregação de Dom Mariano Manzana, Bispo de Mossoró-RN, exortando a todos para que em seus trabalhos pastorais se deixassem guiar pelo Espírito Santo. Além disso, lembrou que na vida presbiteral é muito importante ter boas “motivações”.

Em seguida, convidou os presentes para entrarem na realidade do Reino de Deus anunciado por Jesus, colocando as próprias ações à serviço deste Reino. “Não fomos chamados para anunciar algo pessoal, coisas da nossa cabeça, mas este chamado exige do padre entender o que Jesus falou sobre o Reino de Deus, para que depois o presbítero possa anunciar o que ele (Jesus) disse sobre o Reino”, disse Dom Mariano.

Continuou comentando que as Características do Reino de Deus são: Criar e fazer filhos de Deus (ação vertical), bem como fazer com que todos sejam irmãos uns dos outros (ação horizontal). O Reino é também de justiça, de paz e de alegria em Deus; tem o ideal do servir e não ser servido como fundamental; manifesta sempre solidariedade com os pobres e pela fraternidade promove a aproximação de todos.

Esse Reino possui por outro lado algumas Exigências: exige conversão para que haja mudança de rumo para melhor; exige atitudes de amor, mais gestos que palavras; exige renúncia e simplicidade.

Finalizou dizendo que o Reino possui uma dinâmica que se expressa dentro da história, mas que não se limita a ela, pelo contrário, o Reino é também transcendente e se realizará plenamente para além da história. É um Reino aberto que não exclui ninguém, e a Igreja é o sinal mais privilegiado deste Reino com suas opções por viver da misericórdia, da sinodalidade (caminhar juntos), do serviço aos pobres e da cultura do encontro, encerrou o bispo parafraseando o Papa Francisco.

Por fim, os mais de 80 padres concelebraram a Santa Missa e, após o jantar, rezaram o Terço Mariano na gruta de Nossa Senhora de Lourdes em um dos claustros do Convento de Ipuarana.

Por Pe. Márcio Henrique/ Coordenador Diocesano da Pascom

Fotos: João Saraiva/ Pe. Haroldo Andrade

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