Clero Diocesano participa de retiro no Convento Santo Antônio

O Retiro do Clero da Diocese de Campina iniciou-se nesta segunda-feira (09), em Lagoa Seca-PB, no Convento Santo Antônio (Ipuarana) com a palavra de acolhida do Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos que destacou a necessidade que todo sacerdote tem de reabastecer-se na espiritualidade de um retiro. Em seguida o pregador convidado, Pe. Acúrcio de Oliveira Barros, reitor do Seminário São José da Diocese de Crato-CE, iniciou apresentando as preliminares para se fazer um bom retiro.

O Assessor do retiro mostrou que seria preciso “subir à montanha para contemplar à superfície”, isto é, retirar de verdade do cotidiano para contemplar o próprio cotidiano. Seria um reavivar as forças para a missão ou até mesmo a busca de um novo envio. Por fim, estabeleceu-se que em todos os dias seriam realizados quatro momentos de oração (Liturgia das Horas, Missas, Celebração Penitencial, Confissão, Terço Mariano e Adoração ao Santíssimo Sacramento) e duas pregações meditativas que ocupariam manhã e tarde sob o tema “A sequela do discípulo de Jesus Cristo”.

Na manhã desta terça-feira (10), segundo dia de retiro, os padres foram levados a meditar sobre “O encontro que Deus quer fazer com cada um de nós”. O pregador iniciou estimulando a meditação com a pergunta: para que Jesus nos chamou como sacerdotes? Dizia o Pe. Acúrcio Barros, pregador, que o Padre foi chamado a estar ‘unido’ com o Pai e com os irmãos, para também se ‘libertar’ do homem velho fazendo-nos discípulos renovados e, ainda, para fazer conosco uma grande ‘amizade’.

O Pregador ressaltou que o Padre precisa se sentir pecador, reconhecer-se parte de uma realidade que esbarra nos conflitos pessoais. “Ninguém é anjo e ser santo não significa não ter pecado”, afirmou. Pe. Acúrcio continuou com  uma referência ao Papa Francisco quando o mesmo foi indagado durante uma entrevista sobre quem ele era, tendo como resposta: “Sou um pecador! E peco porque sou humano!”.

Neste contexto seguiu-se a meditação refletindo que o humano perfeito não existe, o que existe é o cristão perfeito. “O sacerdote é chamado sem negar em sua vida os seus conflitos humanos. No entanto, aquele que se faz discípulo de Jesus, saberá caminhar na escuta de um verdadeiro ‘peregrino’ que procura Deus, que vive convicto do que tem a fazer, que busca ser melhor a cada dia, que quer ser otimista em sua missão e que renova-se constantemente. Por outro lado, existem cristãos que se sentem ‘nômades’ na missão, indiferentes, que não tem em vista alcançar a meta que é Deus, vivem isolados em suas ‘ilhas pessoais’, vendo tudo de forma pessimista e sem sentido. No presbitério, pode existir os que se sentem peregrinos e os que se sentem nômades.”, concluiu.

A meditação da manhã desta terça-feira foi encerrada com um deserto silencioso, onde o clero foi convidado a refletir sobre algumas questões que tangem a vida do sacerdote. O retiro do Clero Diocesano termina na noite da próxima quinta-feira, 12 de julho.

Por Pe. Márcio Henrique / Coordenador Diocesano da Pascom
Fotos: Pe. Francisco Evaristo

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